“Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela. Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação para vida. Explicação mesmo, eu sei: não há."
Morro do que há no mundo: do que vi, do que ouvi. Morro do que vivi. Morro comigo, apenas: com lembranças amadas, porém desesperadas. Morro cheia de assombro por não sentir em mim nem princípio nem fim. Morro: e a circunferência fica, em redor, fechada. Dentro sou tudo e nada."
Eu sempre achei meio intrigante começar a escrever sobre você. Eu nunca tive as palavras certas e nunca consegui desembolar o assunto. Como começo um texto pra você? Meu Deus. Eu te amo, tá bom assim? Não, rabisca isso. Quem em sã consciência começa um texto com um eu te amo? Tudo bem, eu digo. Eu gosto mesmo de você, você é importante pra mim. Que grande porcaria eu não conseguir dizer em palavras bonitas e enfeitadas o quanto você me mudou e mudou meu mundo, mudou meu jeito de enxergar as coisas, mudou meu coração, minha rotina, minha direção, meu passado, presente e futuro. Como você faz isso? Me tem assim, fácil. Me leva, leva meu coração. Não quero viver sem você, não posso. Eu te amo. Eu me perdi nas palavras, não é novidade. Me perdi em você, me joguei de corpo e alma nos seus braços, por favor, não me solte mais."